Data Exibição
EUA - ABC: 08/05/08
Brasil - AXN: 16/06/08
Brasil - Globo: 22/01/09
Já disse anteriormente que adoro os confrontos entre Locke e Ben. Aqui, eles continuam! Por isso, minha opinião pode ser suspeita, mas este é outro entre os melhores episódios desta quarta temporada.
Temos, para começar, um “flashback” e tanto: vemos o nascimento de John Locke e descobrimos que o nome de sua mãe era o mesmo da de Ben: Emily. O mais notável é que, desde que Locke nasceu, ele foi acompanhado pelo já conhecido Richard Alpert, uma espécie de “líder definitivo” dos “Outros”. Ainda mais notável é que, desde aquela época, Richard apresenta a mesma aparência dos dias atuais. Como isso é possível? O tempo não passa para ele? Ou é mais uma das vantagens das distorções temporais que a ilha proporciona? Durante sua infância, Locke é mais uma vez visitado por Richard, que faz um teste com ele. Ao escolher uma faca, ele falha no teste, diante do olhar decepcionado de Alpert. Ele sai transtornado, dizendo que Locke ainda não está pronto.
E vemos que Locke será discriminado desde sua adolescência, onde já o vemos dizer sua célebre frase: “Não me diga o que eu não posso fazer”. Durante sua recuperação pós-acidente, vemos Locke sendo visitado pelo mesmo homem misterioso que procurou Hurley no hospício após sair da ilha. Quem será ele?
Na ilha, Locke, Ben e Hurley continuam procurando pela cabana de Jacob. Ben desafia Locke constantemente, que continua perdido, até que uma visão em sonho lhe mostra uma pista para chegar até lá. Quando chegam na cabana, apenas Locke entra e encontra-se com Christian Shephard, o falecido pai de Jack, e com Claire. Mais mistérios: o que Claire está fazendo lá com seu falecido pai? Locke sai do encontro com o rosto aliviado, pois já sabe o que fazer para salvar a ilha. Basta movê-la. O que, mover uma ilha??? Isso mesmo. Simples assim.
De novo: é um ótimo episódio! Há ações paralelas (Michael escapa novamente da morte, Sayid volta para a ilha de barco), mas isso fica em segundo plano. O importante neste episódio é realmente John Locke, essa figura enigmática e interpretada de forma carismática por Terry O’Quinn. Chega a ser engraçado vê-lo perdido, ao mesmo tempo em que ele parece ser a chave para grande parte do mistério de Lost. Aparentemente, ele sucederá Ben no comando da ilha, mas ainda terá muito que aprender para conseguir ser tão frio e manipulador quanto Linus. Estamos próximos do final desta temporada, mas ainda há muita água para rolar.
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