Data Exibição
EUA - NBC: 16/02/09
Que alívio! Finalmente consegui gostar de um episódio da temporada recente de “Heroes”! É mesmo um alívio, porque eu já estava me sentindo o chato, criticando todo episódio que assistia.
O “Edifício 26”, citado no título, é o quartel-general de onde Nathan “O Volúvel” Petrelli comanda toda a ação de caça aos “freaks” (impossível não lembrar imediatamente de “Smallville”!). Falando em volúvel, a agente Abby Collins, que aparece no episódio a fim de desmantelar a operação de Nathan, consegue superá-lo! Eu estava gostando da personagem, por enfim aparecer alguém lúcido o bastante para duvidar que existam pessoas com poderes causando o mal pelo mundo. Mas, após uma pequena demonstração de maldade da Tracy, ao congelar um agente, a Abby muda de lado e passa a apoiar a causa. Fácil demais!
Toda a ação acontece com pares neste episódio. Hiro e Ando estão na Índia, seguindo um desenho de Matt “O Profeta” Parkman. Hiro deve impedir uma noiva de se casar para, com isso, recuperar seus poderes. É o que ele pensa, pelo menos. Chegando lá, Ando vê que a noiva é uma gracinha e resolve dar uma de esperto, salvando o mundo sozinho. Hiro faz cara de criança embirrada – e estou me cansando disso. No final, é mesmo Hiro quem salva a todos, e não recupera seus poderes. Pior: ele chega à conclusão de que não precisa de seus poderes para ser um herói. Hiro precisa desesperadamente recuperar seus poderes! Ele era um dos personagens mais carismáticos do seriado, e agora ele está sendo chato demais.
A outra dupla é formada por Claire e um novo “freak”: Alex, um garoto que consegue respirar embaixo da água, embora ele não tenha tido a chance de mostrar isso ainda. A eterna “cheerleader” consegue salvar o garoto de ser capturado por seu próprio pai. Isso tem conseqüências: Noah confronta Claire e ela acaba contando à sua mãe que ele continua mentindo e enganando-a. Por conta disso, ele sai de casa e acaba num hotel, onde é capturado pela “Liga do Bem”, formada por Peter, Parkman e Suresh.
Mas, a melhor dupla é Sylar e seu “gafanhoto” Luke. O garoto enfrenta o vilão a todo momento, mostrando menos medo do que deveria. É engraçado ver a reação de Sylar: ele pode matá-lo quando quiser, mas não faz. O mais engraçado é quando Luke força Sylar a confessar que é um “serial killer”! Foi um dos melhores momentos do episódio. Sylar chega a abandoná-lo após saber onde está seu pai, mas acaba voltando atrás para buscá-lo, embora não admita isso. Um único ponto de alerta aqui: voltaram a dar uma carga sentimental ao vilão, fazendo-o recordar de sua infância e de seu pai. Isso é perigoso: ele fica numa linha tênue, a ponto de se transformar em apenas mais um personagem chato. Espero que o futuro continue reservando muita raiva e destruição em seu caminho, pois é isso que o torna interessante.
Resumindo: um bom episódio, talvez o melhor deste “capítulo”. Os personagens que não apareceram (ou que apareceram pouco) não fizeram falta. O ritmo foi interessante, embora a história não tenha evoluído muito. E, sendo repetitivo: não vejo a hora de John Glover aparecer, e isso parece estar muito próximo de acontecer.
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