Data Exibição
EUA – The CW: 23/10/09
Enquanto o episódio anterior de “Smallville” tinha como centro a decadência de Oliver Queen, vemos aqui o início de sua redenção e o tão esperado – e demorado! – retorno do Arqueiro Verde. O seriado ainda está muito longe de seus melhores momentos, mas ao menos agora não teremos mais que assistir à enfadonha crise de depressão que Oliver vinha enfrentando em decorrência de seus erros. Minha esperança é que agora o ritmo de “Smallville” melhore nesta nona temporada.
Mas, para que o Arqueiro Verde retorne, Oliver terá que sofrer ainda mais. Após visitar o clube “Roulette”, que dá título ao episódio, sua vida se transforma num inferno. Lá, ele conhece Victoria, uma misteriosa garota com um dragão tatuado nas costas. A propósito, ela própria é conhecida como Roulette e já faz parte da mitologia do herói por suas aparições como vilã nas HQs. Em sua costumeira liberdade criativa, os roteiristas de “Smallville” a transformaram na pessoa contratada por Chloe para ajudar Oliver. Este é mais um daqueles momentos em que os fãs do Superman clássico se remoem e soltam pragas contra o seriado.
A história se assemelha muito ao filme “Vidas em Jogo”, dirigido por David Fincher em 1997, em que Michael Douglas recebe de seu irmão Sean Penn um presente de aniversário bastante original: ele participa de um jogo onde é perseguido e nunca sabe o que é real e o que faz parte do presente. Oliver passa pelo mesmo: sua vida é colocada em perigo diversas vezes e ele perde tudo, inclusive sua fortuna de pouco mais de US$ 3 bilhões. Tudo isso o leva a um teste final: quando Roulette está em perigo, ele não pensa duas vezes para tentar salvar sua vida, mesmo com tudo que ela o fez sofrer. Moral da história: dentro dele, ainda existe o heroísmo necessário para trazer de volta seu alter-ego, o Arqueiro Verde.
Dentro desta fraca temporada, o episódio teve seus méritos. Mesmo que a decadência de Oliver já estivesse cansando, Justin Hartley fez bem seu papel de herói decadente. No final, vemos uma cena há muito tempo não vista: ele e Clark, no topo de um edifício, vigiando Metropolis.
Já Lois, que vinha sendo uma personagem interessante nos últimos episódios, tem aqui uma crise porque foi esquecida por Oliver. Não colou. Outro fato que não convenceu foi a participação oculta dos outros heróis da Liga da Justiça auxiliando no jogo. Já é hora dos produtores fazerem um esforço e trazerem os atores, pois já cansou essa história batida de citarem os heróis como se eles sempre estivessem por perto.
Minha torcida fica para que a atenção finalmente se volte para Zod e os kandorianos que continuam espalhados pela Terra. Como sempre acontece em “Smallville, os “fillers” já começaram a cansar.
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