Data Exibição
EUA – ABC: 05/11/09
Este foi mais um episódio de “Flash Forward” que me deixou de queixo caído. Chegamos à explicação do mistério da “blue hand” (ou “mão azul”), que vem rondando o seriado há alguns episódios. Mas, o mais estarrecedor foi ver o acontecimento de um fato que pode colocar em dúvida todas as visões ocorridas durante o “blackout”. Será que, afinal de contas, o futuro realmente pode ser alterado?
Mark, Demetri e Al chegam à explicação para o mistério da “blue hand”, que faz parte do Mural do Mosaico e já foi citado nos episódios anteriores. Trata-se de uma espécie de rede social voltada para aqueles que não tiveram os “flash forwards”, ou seja, que estarão mortos quando o fatídico dia 29/04 chegar. A propósito: se você tentar acessar o site www.alreadyghosts.com, será redirecionado ao site oficial de “Flash Forward” na ABC. Um grupo localiza no Mosaico as pessoas que não tiveram visões e as convidam para encontros onde tudo é liberado. Por “tudo” entenda tudo aquilo que vier à sua cabeça, de orgias sexuais a suicídios coletivos. Afinal, essas pessoas sabem que morrerão nos próximos meses.
Os agentes do FBI invadem uma dessas reuniões e chegam a outra estranha figura: o Dr. Raynaud, interpretado por Callum Keith Rennie, que fazia o cylon Leoben no ótimo seriado “Battlestar Galactica”. Na verdade, Raynaud é apenas um pseudônimo, em referência ao médico verdadeiro de mesmo nome que estudou uma doença (síndrome de Raynaud) que tem como sintomas a coloração azul ou roxa de mãos. “Flash Forward” também é cultura!
Falando em pessoas sem futuro, Demetri finalmente conta à sua noiva que não teve uma visão. Para ela, isso não significou muito, já que ela o viu (ou pensa que o viu) vivo em seu “flash forward”. Mais um mistério para o futuro.
O fato mais surpreendente do episódio envolve o agente Al. Descobrimos que, em seu “flash forward”, ele descobre ter causado a morte de uma mulher aparentemente inocente. Isso faz com que ele tome uma atitude drástica: ele se suicida, atirando-se do topo do edifício, para evitar qualquer chance de matar a mulher. Cheguei a imaginar que a mulher morreria por ele cair sobre ela! O surpreendente é que ele morre, mesmo tendo tido uma visão do futuro. Isso coloca uma grande interrogação: o futuro pode então ser alterado? Em caso positivo, quais serão as conseqüências disso. Impossível não se lembrar do ótimo filme “Efeito Borboleta”, com todas as implicações que a alteração do passado pode causar.
A intenção deste episódio parece ter sido mesmo confundir todas as nossas certezas. No decorrer da história, Aaron é procurado por um ex-soldado que diz ter presenciado a morte de sua filha, contrariando sua visão de reencontrar-se com ela. Por isso, a cena final é chocante: Tracy, sua filha, está em casa, esperando viva por ele.
Para mim, o episódio soou como uma puxada de tapete: quando estamos todos seguros de alguns verdades incontestáveis, somos levados a crer que mesmo essas verdades devem ser colocadas em dúvidas. Ou o futuro ainda pode ser alterado, ou existirá uma boa explicação para essa confusão que ficou no ar. Como o seriado parece sempre amarrar todas as pontas soltas, imagino – e torço! – para que tudo isso faça sentido um dia.
4 comentários:
Seu comentário é muito bem vindo, concordando ou discordando do que escrevemos. Só pedimos que não seja grosseiro.
Os comentários podem ser enviados automaticamente ao Twitter do TD Séries.