Data Exibição
EUA – Fox: 14/01/10
Após o fiasco que foi o episódio anterior, “Fringe” volta à sua seqüência normal de episódios desta segunda temporada com um episódio interessante. Trata-se da história de Edina, uma pequena cidade do interior dos EUA, onde todos os habitantes compartilham um segredo de longa data, e por qual até matariam para mantê-lo a salvo de estranhos. É justamente esse segredo que Olivia e sua equipe vão investigar.
Inicialmente, somos levados a crer que alguns habitantes da cidade são metamorfos. Tudo começa quando um pequeno garoto pega uma carona no meio da estrada com um policial. Algum tempo depois, o policial olha para o garoto e vê seu rosto deformado. Na delegacia, outras pessoas igualmente deformadas aparecem e matam todos os policiais.
É aí que entram Olivia e a “Fringe Division”. Walter começa a investigar o caso e percebe que não pode se tratar de um metamorfo, após analisar em seu laboratório o corpo de outra pessoa com a mesma habilidade.
A conclusão do episódio é surpreendente: não se tratam de metamorfos. Na verdade, todos os habitantes da cidade têm os rostos deformados devido a experiências militares realizadas na cidade há muitos anos. As experiência originais buscavam construir uma máquina que conseguisse confundir os nervos óticos dos inimigos e tornar soldados americanos invisíveis. Isso até me lembra a “lenda” por trás do Projeto Filadélfia, atribuída ao cientista Nikola Tesla.
Mas, longe de atingir seu objetivo, o experimento causou mutações nos habitantes da cidade, responsáveis pela deformação de seus rostos. O cientista responsável, conhecido de Walter, inventou um novo equipamento, que faria com que essas pessoas parecessem normais enquanto estivessem ao alcance da máquina.
A propósito: o título do episódio (“Johari Window” ou “Janela de Johari”) é o nome de uma ferramenta utilizada em psicologia para entender a relação entre indivíduos ou grupos.
Para mim, este episódio traz de volta a essência de “Fringe”: fatos que beiram o impossível, mas que também não parecem tão inverossímeis aos olhos da ciência. Essa é a proposta de “Fringe”, diferente de vermos uma pessoa ressuscitando com a consciência da outra em seu corpo.
Por isso – e pela história bem contada – este foi um episódio que, mesmo sem citar a trama principal desta temporada, cumpre bem o seu papel e vale a pena ser assistido.
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