Data Exibição
EUA – NBC: 08/02/10
Após assistir a mais este “season finale” de “Heroes”, tive certeza de algo que eu já suspeitava há muito tempo: os roteiristas do seriado ainda não entenderam o devem fazer no episódio final da temporada! Se este fosse um episódio regular do meio da temporada, eu o consideraria mediano. Por ser o episódio final, ele foi fraco demais. Sem grande luta, sem grandes efeitos, sem emoção. A boa expectativa gerada pelo episódio anterior foi simplesmente por água abaixo.
Estou há diversos episódios esperando pelo final desta temporada. Sempre comentei aqui que imaginava uma grande luta entre Sylar e Samuel. Ambos ficaram tão poderosos que parece a conclusão mais lógica. Quando Sylar virou mocinho, tive certeza de que teríamos o grande combate entre o bem e o mal. Imaginei que os pobres efeitos especiais desta temporada seriam compensados por uma grande luta, emocionante, algo de vida ou morte. Ou seja: um clímax pelo qual espero desde que comecei a assistir “Heroes” e que nunca aconteceu.
Assisti ao episódio de olho no relógio. 30 minutos haviam se passado e nada da grande luta. Mas, a “grande luta” começou apenas aos 35 minutos do episódio e durou menos de 1 minuto e meio. E Sylar não estava lá. Novamente, coube a Petter “Pé no Saco” Petrelli enfrentar Samuel, ambos com o mesmo poder. Embora Samuel já tenha conseguido fazer praticamente uma cidade inteira afundar na terra, aqui ele mal consegue mover o solo abaixo de Petter. A luta entre os dois foi a maior decepção que já tive com “Heroes”. Isso acaba com qualquer chance de gostar deste episódio.
Mesmo Robert Knepper, que chegou a “Heroes” como um nome respeitável após sua ótima atuação como T. Bag em “Prison Break” deixou muito a desejar no papel de Samuel. É um vilão que não deixará saudades. Se bem que, como já é tradição no seriado, ele continua vivo no final da temporada. Quem sabe um dia resolvam trazê-lo de volta!
Quanto às outras histórias, nada que fuja do nível mediano. Hiro dá por cumprida a sua missão de herói sem ter feito absolutamente nada por Charlie. Noah e Claire escapam das profundezas da Terra após a ajuda totalmente sem sentido dada por Tracy. Como ela poderia saber que eles estavam lá? E Sylar consegue salvar Emma sem matar Doyle. A isso se resumiu sua participação no episódio.
Como é de costume, já foi exibido o início do próximo capítulo, também chamado de “Brave New World”. A propósito, esse é o título do clássico livro de Aldous Huxley, traduzido para o português como “Admirável Mundo Novo”, que conta a revolta de um indivíduo que percebe ser diferente dos demais membros de uma sociedade estrutura e condicionada. Claire decide revelar seus poderes em frente às câmeras de TV, o que deve causar uma revolução.
Parece uma oportunidade para uma temporada interessante, embora não consigo acreditar que isso se concretizará. “Heroes” perdeu muito do charme que o seriado tinha em sua primeira temporada. Seus personagens perderam o carisma ao longo das temporadas – o melhor exemplo disso é Masi Oka, o Hiro, que costumava ser o personagem mais querido e cultuado e hoje parece totalmente perdido no seriado. Sem contar a enxurrada de personagens principais e secundários que aparecem ao longo do seriado e somem sem sabermos o que aconteceu com eles.
Infelizmente, dos seriados que acompanho, “Heroes” foi o mais fraco no último ano. Vamos torcer para que os produtores e roteiristas aproveitem o tempo livre que terão para chegar a uma conclusão sobre como trazer de volta o interesse ao seriado. Se é que isso é possível, e se houver uma nova temporada.
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