Data Exibição
EUA – ABC: 22/04/10
“Flash Forward” parece ter finalmente encontrado o seu caminho. Nos últimos episódios – incluindo este – o ritmo da história tem sido mais ágil, com menos enrolação para revelar as informações importantes. Este é um episódio muito esperado, pois mostra o dia 15 de março, quando Demetri deve ser morto pela arma de Mark. Será esse realmente o seu destino?
No episódio anterior, “Let No Man Put Asunder”, vemos Demetri sendo capturado por Dyson Frost. Este episódio mostra Demetri preso a uma engenhosa armadilha feita por Frost: a arma de Mark está apontada para seu peito e disparará caso ele tente fugir. Além disso, há um temporizador que também fará a arma disparar ao acabar o tempo. Parece haver pouca esperança para Demetri. Interessante é a razão para Frost querer vê-lo morto: ele já havia visto esse dia centenas de vezes em seus “flash forward”. Na maioria dessas vezes, era justamente Demetri quem o matava. O que ele estava procurando fazer é evitar esse trágico destino.
Após uma emocionante luta contra o tempo, Demetri é salvo. E é justamente Dyson Frost quem dá a Mark a pista necessária para salvar seu parceiro. A posição de Frost é estranha. Ao mesmo tempo em que ele parece estar contra o FBI, ele diz a Mark confiar nele e, de certa forma, precisar de sua ajuda para impedir o próximo “blackout”. E, no fim das contas, quem morre é o próprio Dyson Frost, assassinado por Alda Hertzog, a terrorista que vimos desde o primeiro episódio do seriado. Ela também fornece uma informação importante para o salvamento de Demetri.
Aparentemente, Dyson Frost sabia mais do que devia e não era mais leal aos seus parceiros. Por isso foi eliminado. Mark conseguiu ter um breve vislumbre do que Frost sabia: antes de salvar Demetri, ele viu um gigantesco mural desenhado a giz, o “jardim dos caminhos ramificados” que dá o título ao episódio. É como se fosse uma versão exponencializada do “mosaico”, mostrando os possíveis acontecimentos em todos os futuros que Frost já havia visto em seus “flash forward”. Isso seria de uma ajuda inestimável a Mark, se ele não tivesse sido apagado automaticamente assim que Demetri levantou-se de sua cadeira. Mesmo após a morte, Frost continuou a zombar do FBI.
No entanto, Mark conseguiu gravar uma parte importante do mural: a data 12 de dezembro de 2016, marcada como “o fim” e para onde todos os demais caminhos levavam. Aparentemente, estamos falando do apocalíptico fim dos tempos, quando tudo acabará. Isso traz um elemento totalmente novo ao seriado, uma nova data a ser aguardada. A primeira data marcante era o dia 15 de março, que acabamos de presenciar; a próxima, 29 de abril, quando as visões ocorridas durante o “blackout” se concretizarão; e agora, o distante dia 12 de dezembro de 2016, quando tudo estará terminado.
Por um lado, gostei desta nova perspectiva, que pode injetar vida nova ao seriado. Por outro, fiquei com uma preocupação: será que os produtores de “Flash Forward” têm a intenção de prolongar o seriado até 2016??? Torço muito para que não seja isso. Por mais que o seriado esteja em uma boa fase, não vejo como a história ser prolongada por mais 6 anos.
Preocupações à parte, “Flash Forward” continua apresentando ótimos episódios. Estamos muito próximos do dia fatídico dia 29 de abril, que aparentemente não acontecerá na data real de exibição do episódio, já nesta semana. Resta esperar para ver qual será o rumo do episódio após a passagem desse dia. Um outro ponto interessante deste episódio foi a primeira aparição de James Callis, o perturbado Gaius Baltar de Battlestar Galactica.
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