Data Exibição
EUA – Fox: 28/01/10
Que ótimo episódio foi este! Pela primeira vez em “Fringe”, é citada o nome de Robert Bishop (ou Bischoff), o pai de Walter. No auge do nazismo, Dr. Bischoff trabalhou como cientista na Alemanha, mas estava na verdade espionando-os para os norte-americanos. As coisas se complicam quando um de seus experimentos são utilizados para matar pessoas nos dias atuais.
Até o início deste episódio foi diferente: parecia mais uma daquelas comédias leves sobre casamentos. Tudo ia bem até que algumas pessoas começam a morrer asfixiadas. É nesse momento que entra em ação Olivia Dunham e a Fringe Division. Além de ser uma morte estranha, há outro mistério: todos os mortos pertenciam à mesma família. Por que só eles morreram?
Mais tarde, em uma lanchonete, um crime parecido: desta vez, somente pessoas de olhos castanhos são afetadas. Então, fim do mistério: trata-se de uma toxina capaz de ser direcionada para matar pessoas com determinadas características genéticas. Indo um pouco além, Peter associa a toxina ao sonho nazista da raça pura.
A cada dia me curvo mais diante da atuação de John Noble. Nesta temporada, ele parece ter encontrado o ponto ideal entre a sanidade e a loucura para retratar Walter Bishop. Em cenas como a que ele mostra sua indignação por Peter ter vendido seus livros, seu talento transparece ainda mais.
E, para terminar, temos um final surpreendente: Walter usa a arma contra o próprio vilão, fazendo com que a toxina mate somente ele. Eu não esperava essa atitude de Walter! Foi mesmo surpreendente. Menos surpreendente foi a conclusão de onde saiu a fórmula. Depois de algumas, ficou óbvio que o vilão havia encontrado a “fonte da juventude” e já havia trabalhado com o pai de Walter.
Mas, esse pequeno ponto não desmerece o episódio. Foi uma história interessante, contada sem os exageros que às vezes vemos no seriado. Com isso, “Fringe” continua firme em sua segunda temporada, ainda melhor do que estava na primeira.
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