Uau! Que final fantástico teve esta nona temporada de “Smallville”. Apesar da temporada ter sido irregular, com alguns episódios realmente descartáveis, este último episódio conseguiu espantar toda a decepção que eu vinha sentindo. Os minutos iniciais mostraram aquilo que os fãs mais querem ver em “Smallville”. Após isso, o confronto final entre Clark e Zod foi mostrado de maneira competente. Foi um dos melhores finais de temporada já mostrados no seriado!
Mesmo sendo grande fã do seriado, fui um grande crítico desta nona temporada de “Smallville”. Sempre disse que teria ficado muito mais satisfeito se a oitava temporada do seriado fosse a última e tivéssemos um final digno. Mas, não foi o que aconteceu, e os roteiristas nos brindaram com a improvável história de clones de Jor-El e Zod caminhando pela Terra.
Houve episódios pífios, como “Echo”, "Kandor" e “Escape”, que só confirmavam meu descontentamento. Mas, houve também episódios fantásticos, como “Idol”, “Pandora” e, especialmente, “Absolute Justice” – um marco na história do seriado. Mas, o que continuava me incomodando era a história central. Não gostei do personagem Zod, cuja interpretação por Callum Blue foi bastante irregular. E ainda não engoli Tess Mercer como substituta a Lex Luthor.
E então que chegamos ao “season finale”. Minha decepção com “Doomsday”, o episódio final da temporada anterior ainda assombrava meu pensamento. Mas, os minutos iniciais deste episódio afastaram todos os temores. Numa jogada fantástica, “Smallville” deu aos fãs o que todos ansiamos: vemos o futuro próximo, em 2013, quando Lois já é uma jornalista respeitada e Perry White já é i Editor Chefe do Planeta Diário. Lex Luthor está de volta, concorrendo à presidência dos EUA. Até Jimmy Olsen, o verdadeiro fotógrafo do Planeta, está na história! Mas, o êxtase acontece mesmo quando alguém grita a famosa frase “Look, up in the sky!” (“Olhem, lá no céu!”) e percebemos que Superman já existe! Para a perfeição, faltou apenas a famosa música-tema do herói. É uma pena que tudo não tenha passado de um sonho (ou visão, mais precisamente) de Clark. Mas, como eu disse, isso é tudo o que os fãs queriam ver em “Smallville”. Muito diferente do futuro sombrio dominado por Zod que Lois havia visto quando foi transportada no tempo. E pensar que ainda havia mais: ao acordar, Clark encontra uma caixa com um presente deixado por sua mãe. Dentro dela, algo para nos fazer vibrar ainda mais: a roupa azul e vermelha, com o emblema que tornará Superman conhecido no mundo todo. Tudo isso parecia bom demais para ser verdade!
Mas, ainda não é hora para Superman. Clark é, no máximo, o Borrão e tem sérios problemas pela frente. Zod e os kandorianos espalham o terror pelo mundo, marcando os grandes monumentos da humanidade com o brasão de Zod. Ao contrário da temporada passada, parece que o orçamento para os efeitos especiais deste “season finale” foi mais generoso.
Neste episódio – e em toda a nova temporada – quem se destacou foi Lois Lane, ou melhor, Erica Durance. Que atuação fantástica! Diferente dos demais atores, que parecem ter uma atuação conformada e até cansada, por vezes, Erica conseguiu me surpreender demais nesta temporada. Um episódios que nunca me esqueço é “Rabid”, em que ela aparece totalmente desfigurada e salva um episódio que deveria ser meramente um “filler”. Aqui, sua ação quase desesperada para conseguir a verdade de Clark é tocante. E a cena em que ela finalmente percebe que ele e o Borrão são a mesma pessoa é um clássico na história do personagem.
Eu ainda não conseguia imaginar como se daria a luta entre Clark e Zod e seu exército. A desvantagem para o herói era grande demais e temia por algo totalmente sem sentido para ajudá-lo. Tudo bem, Clark contava com a ajuda de seus amigos – e foi ótimo ver a participação de John Jones, Cyborg, Gavião Negro, Canário Negro e Sideral – mas parecia que eles seriam massacrados. Por isso, fiquei aliviado ao ver o próprio Zod sendo abandonado pelos seus soldados após perceberem terem sido enganados por ele.
O artifício utilizado para luta final também me surpreendeu. Ao invés de ambos lutarem com seus super poderes, a luta se dá ao melhor estilo dos humanos. A seqüência é bem realizada e fiquei surpreso com a boa coreografia de movimentos de ambos, apoiada pelos efeitos de câmera lenta nos momentos certos. E, para terminar, o sacrifício final de Clark, que prefere desistir da própria vida a deixar seu novo lar ser destruído por Zod. Simplesmente fantástico.
Muitos pontos ficam em aberto para a já confirmada décima temporada. Tess morreu, mas uma misteriosa senhora vai até seu corpo logo em seguida. Quem será ela? Oliver foi capturado e ainda não sabemos por quem. E Clark precisa sobreviver sem poderes a uma queda de um edifício. Uma pena que teremos que esperar alguns meses para desvendar tudo isso.
Mais uma vez, meu desejo permanece o mesmo: espero que a próxima temporada seja a última. Digo isso porque é hora de Clark dar um grande passo e tornar-se Superman. Ele precisa aprender a voar – essa situação já ficou ridícula – precisa usar sua roupa, e precisa revelar-se ao mundo. E não consigo imaginar que haja espaço em “Smallville” para isso. Espero que o futuro visto por Clark não aconteça apenas em 2013, senão teremos ainda mais 3 temporadas, o que me parece inadmissível. E, mais do que tudo, precisamos de Lex Luthor. Não há Superman sem ele. Será que estou querendo demais?

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