Data Exibição
EUA - Fox: 25/02/11
O episódio desta semana de “Fringe” foi um “filler”, que nada avançou na história central desta temporada. Mas, foi um ótimo “filler”, interessante e muito bem produzido. De volta a 1985, acompanhamos a dificuldade do pequeno Peter em se adaptar ao nosso universo. Enquanto isso, Dr. Walter Bishop conduz suas experiências com as crianças, especialmente com a pequena Olivia Dunham, que já mostrava o potencial de seus poderes. Um episódio fantástico!
Não é raro em “Fringe” vermos uma sequência de episódios cruciais para a temporada ser interrompida por um “filler”, totalmente desconectado da trama principal. Às vezes, esse artifício dá certo, outras resulta em desastre (como aconteceu com “Brown Betty” na segunda temporada). Este episódio definitivamente se enquadra no primeiro grupo. Apesar de não agregar nada à história central, ele mostra um período obscuro do seriado: os primeiros meses que se passaram desde que Peter foi trazido para nosso universo por Walter.
O grande destaque vai para a produção do episódio: para quem viveu os anos 80, foi delicioso procurar em cena os objetos que remetiam àquela época. Nesse sentido, o auge foi quando o pequeno Peter está na loja de brinquedos, quando são mostrados sucessos de época. Vê-lo segurando uma caixa com a maquete da Battlestar Galactica - a versão original - foi mesmo fantástico. Outro ponto interessante foi a abertura do seriado: diferente das aberturas azul (tradicional) e vermelha (quando o foco é o universo alternativo), aqui vemos uma versão retrô, com menos efeitos visuais e temas futuristas para aquela época, como laser e fertilização in-vitro.
Quanto à história em si, vemos as dificuldades que Peter Bishop e Olivia Dunham enfrentaram durante sua infância. Isso produziu cenas duras e incômodas. Peter era constantemente atormentado pela sua consciência de que este não era o seu mundo, e que Walter e Elizabeth não eram os seus pais. A cena em que a pedra o arrasta para o fundo do lago congelado expressa bem o seu desespero. Também é difícil ver o desespero de seus pais verdadeiros do outro lado, sem saber o que aconteceu com seu filho.
A infância da pequena Olivia também foi pesada, tanto pelos abusos que sofreu de seu padrasto, quando pelas pesadas experiências a que era submetida pelo nosso bondoso e querido Walter Bishop. Já naquela época, a pequena Olive conseguiu fazer a travessia entre os universos, chegando inclusive a conversar com o Walter alternativo, o que lhe deu a resposta sobre o paradeiro de seu filho. Mais uma vez, somos levados a comparar os dois Walter’s e as razões para que cada um tivesse evoluído da forma como ocorreu.
Foi um ótimo episódio de “Fringe”. Para mim, um dos melhores vistos no seriado. Poderíamos viver tranquilamente sem as informações mostradas, mas elas jogaram luz sobre um período nebuloso - e interessante - que nos permitiram entender melhor o que se passa hoje em ambos os mundos.
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Episódio espetacular!!!
ResponderExcluirMuitas vezes nós ficamos muito preocupados com o que vai acontecer que nos esquecemos que algumas coisas do passado dos personagens continuam um mistério, esse episódio trata de amarrar algumas pontas soltas e faz isso de forma genial!
A explicação sobre como o "Walternate" descobriu o paradeiro do Peter foi simplemente fantástica.
A abertura no estilo anos 80 foi muito bem bolada, mas se não me engano ela já foi usada em um episódio da segunda temporada.
Outro ponto interessante foi mais uma tentativa de suavizar a imagem do "Walternate", o que mostra que a série não quer que nós fiquemos com essa dualidade entre bem e mal, o que na minha opinião é o melhor caminho que a série pode tomar.
A única série que me fez ficar ancioso pelos próximos episódios foi Lost, mas Fringe está me fazendo sentir essa ansiedade novamente. Confesso que já estava com saudade disso... :D
Oi Adelson!
ResponderExcluirO episódio foi bem legal mesmo, mas me deixou com algumas pulgas atrás da orelha... Se o Peter tinha tanta certeza de que era de outro lugar, e ele já era grandinho pra se lembrar das coisas, como ele ficou tão surpreso quando descobriu que era do lado de lá? E como ele e a Olívia não se lembravam de que tinham se conhecido? Aliás, como a Olivia não se lembrava do Walter?
Isso pode ser implicância minha, porque eu analiso narrativas, rs, mas ficou meio confuso isso.
À parte, achei interessante ter sido mostrado como o Walternate descobriu onde estava o Peter. E o campo de tulipas brancas, rs, impossível não lembrar do episódio White Tulip.
Mas tenho que discordar de você quanto ao episódio Brown Betty. Tudo bem que ele não acrescentou nada ao enredo, mas sabe, foi legal de ver... a atuação da Anna Torv e do John Noble foram interessantes. =)
Um abraço! =)
@Ícaro: Também gostei muito do episódio! Este é um daqueles "fillers" que são bem vindos: mesmo não havendo progressos na história, ele desvenda fatos do passado que são importantes para entender o presente. Quanto à abertura, você tem razão: ela já havia sido utilizada no episódio Peter.
ResponderExcluir@Elise: Concordo com sua pulga atrás da orelha. risos Esses fatos de Olivia e Peter não lembrarem-se do que ocorreu no passado ficaram mesmo estranhos. Bem destacado! Mas, quanto a "Brown Betty", esse foi mesmo para mim um episódio que não precisaria ter sido exibido. Mas, respeito todos os gostos e opiniões aqui! :-)
Abraço a vocês e obrigado pela visita!